ECG 23

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Paciente de 18 anos com ECG abaixo. Qual é o laudo deste eletrocardiograma? Laudo do ECG – Ritmo sinusal com BAV mobitz I (Wenckebach) : note na derivação DII a presença de aumento progressivo do intervalo PR com 2 ondas … Continuar lendo

ECG 19

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ECG realizado em uma paciente de 49 anos com queixa de dispnéia progressiva aos mínimos esforços. Está em tratamento para neoplasia pulmonar (adenocarcinoma). Dê o seu diagnóstico! Comentários Neste traçado podemos observar nitidamente no DII longo o fenômeno de alternância … Continuar lendo

PARTE 2- ECG CURSO: QUESTÕES COMENTADAS SOBRE ELETROCARDIOGRAMA 06 a 10

Aprenda eletrocardiografia com as questões comentadas sobre o tema nesta vídeo aula.

Questões comentadas 06 a 10 do curso intensivo de eletrocardiograma – ECG CURSO

Este material é destinado aos alunos que realizaram os cursos de eletrocardiograma intensivo – presencial e online.

http://www.ecgcurso.com

O ECG NA HIPOCALCEMIA

Revisado por Dr. Frederico H. da Silva

O mecanismo de despolarização e repolarização dos miócitos e das células automáticas depende de uma complexa interação iônica. Neste contexto, o cálcio apresenta importante papel na gênese do estímulo cardíaco.
As correntes de cálcio mais importantes na eletrofisiologia cardíaca correspondem às correntes ICaL  e ICaT . A primeira corresponde a uma corrente de longa duração e grande condutância, predominantemente encontrada nos miócitos atriais, ventriculares e células de Purkinje, sendo responsável pela fase 2 – platô do potencial de ação das fibras anteriormente citadas. Possui ainda ação importante na fase de ativação das células automáticas. A corrente ICaT apresenta caráter transitório e pequena condutância, sendo  encontrada  nas células marcapasso e responsável pela despolarização mais tardia da fase 4 do potencial de ação das mesmas.
A hipocalcemia decorre de diversas condições clínicas, divididas de acordo com a caraceterística do hormônio paratireoideano (PTH).
Função do PTH normal ou elevada
– Deficiência de Vitamina D
– Insuficiência renal
– Resistência a Vitamina D (raquitismo e osteomalácia)
– Resistência ao Paratormônio (hipomagnesemia e pseudo-hipoparatireoidismo)
– Rabdomiólise
– Pancreatite aguda
– Metástases osteoblásticas
– Lise tumoral maciça
– Doença aguda grave
Hipoparatireoidismo
– Ressecção da paratireoide (cirurgia)
– Destruição da paratireoide (radiação, doença infiltrativa como hemocromatose ou doença de Wilson)
– Agenesia da paratireoide (Síndrome de Di George)
– Causas auto-imunes (isolada – rara ou associada a outras disfunções como síndrome poliglandular tipo I)
– Alterações da função glandular (Alterações da estrutura do PTH, hipomagnesemia, síndrome do osso faminto e mutações dos receptores sensíveis ao cálcio)
Além de alterações cardiovasculares, a presença de sinais neuro-musculares (tetania (parestesias, contrações musculares e laringoespasmo) vistos pelo sinais semiológicos de Trousseau e Chvostek é achado frequente. Convulsões, alterações da secreção de insulina e outras alterações endocrinológicas como insuficiência adrenal também podem ser encontradas.
As alterações cardíacas elétricas são decorrentes da diminuição do automatismo do nó sinusal e de atraso da fase de repolarização.

Classicamente o eletrocardiograma evidencia aumento do intervalo QT às custas principalmente do segmento ST sem alterações da onda T e raramente com alargamento do complexo QRS. O diagnóstico diferencial remete-se a hipocalemia, no entanto, esta condição demonstra aumento da duração da onda T com onda u proeminente.

ECG  – Paciente com quadro de hipocalcemia – Aumento do intervalo QT com duração normal da onda T – Presença ainda de bradicardia sinusal importante.

Embora seja incomum a presença de arritmias cardíacas secundárias à hipocalcemia, insuficiência cardíaca é condição importante e pode estar presente, dada a baixa disponibilidade de cálcio para a contração cardíaca efetiva.
O reconhecimento desta condição clínica, a reposição adequada dos níveis de cálcio e a abordagem correta do quadro etiológico são os pilares para o tratamento bem sucedido.

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O ELETROCARDIOGRAMA DA HIPOTERMIA

Revisado por Leandro Cordeiro Portela e Felipe Augusto de Oliveira Souza

Hipotermia é a diminuição da temperatura corporal abaixo de 35°C. Pode ser leve (32 a 35°C), moderada (27 a 32°C), grave (20 a 27°C) ou profunda (< 20°C).

1. A hipotermia diminui a velocidade de condução do estímulo cardíaco, aumentando, assim, os intervalos RR, PR, QRS e QT.

2. As alterações eletrocardiográficas iniciam-se com temperaturas < 35°C.

3. Presença de onda J de Osborne: elevação do ponto J apresentando um “entalhe” no QRS (vide figura).

• quanto maior o entalhe ou a elevação do ponto J, mais acentuada a hipotermia < 30°C.

• mais evidente nas precordiais (V2-V5)

  1. Bradicardia sinusal ou juncional podem estar presentes
  2. O artefato de tremor no ECG é comum e pode ser fator de confusão para diagnóstico de arritmias ventriculares, como fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV).
  3. Fibrilação atrial (FA) de baixa resposta ventricular e arritmias ventriculares (FV/TV) podem se apresentar em temperaturas abaixo de 32°C.
  4. Parada cardíaca em assistolia nos casos graves.

ECG 15

Paciente de 21 anos com história de asma desde a infância. Assintomático do ponto de vista cardiovascular

Qual o diagnóstico desse eletrocardiograma?

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Laudo final

– Ritmo sinusal com intervalo PR curto e sinais de pré excitação ventricular (provável via acessória de localização lateral esquerda)

Detalhes do ECG no vídeo abaixo

ECG 14

Criança de 2 meses de idade, com síndrome de Down, acianótica, evoluindo com insuficiência cardíaca congestiva

ECG  comentado pela Dra. Maria Suely Diógenes – Médica do serviço de Cardiologia Pediátrica – Cardiologia UNIFESP

Laudo final:

  • Ritmo sinusal, FC= 150 bpm: taquicardia sinusal fisiológica da idade.
  • Situs atrial solitus, pois a onda P é positiva em D1 e aVF e, negativa em aVR.
  • Sobrecarga atrial direita evidenciada por ondas P de morfologia apiculada e com aumento da amplitude (2,5 a 3 mm) nas derivações D2 e V1.
  • Eixo elétrico do complexo QRS entre -60º e -90º , caracterizando o bloqueio da divisão ântero-superior do ramo esquerdo (BDAS).
  • Sobrecarga biventricular com predomínio do ventrículo direito devido à presença de onda R ampla e onda T positiva na derivação V1 após o primeiro mês de vida. A sobrecarga ventricular direita é evidenciada pelo aumento da amplitude das ondas R nas derivações precordiais direitas (V1 e V2) com relação R\S maior que 1. O aumento do ventrículo esquerdo é evidenciado pela relação R\S maior que 1 nas derivações precordiais esquerdas (V5 e V6) na presença de sobrecarga direita cuja tendência, na ausência de sobrecarga esquerda, seria ter relação R\S menor que 1 nas precordiais esquerdas .

Comentários do ECG

O diagnóstico é DEFEITO DO SEPTO ATRIOVENTRICULAR TOTAL. Trata-se de cardiopatia congênita acianótica de hiperfluxo pulmonar, malformação cardíaca típica de crianças com síndrome de Down. É um defeito do coxin endocárdico embrionário que, na sua forma total, resulta em valva atrioventricular única e grande “shunt” esquerdo-direito com grande hiperfluxo pulmonar, sobrecarga volumétrica das câmaras cardíacas esquerdas e direitas, insuficiência cardíaca congestiva no final do período neonatal e hipertensão pulmonar precoce. O sinal eletrocardiográfico que orienta o diagnóstico é o BDAS, que está presente em aproximadamente 98% dos casos.

ECG 13

ECG de paciente de 74 anos, assintomática. Qual a origem destas extrassístoles ?

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Visualize abaixo a explicação do ECG em formato de video-aula.

Laudo final:

– Bradicardia sinusal (FC=42bpm) / Condução AV normal / Extrassístoles monomórficas bigeminadas com morfologia de via de saída de ventriculo direito ( provavelmente próximo ao  septo intraventricular).

 

ECG 12

ECG deste paciente atendido em nosso ambulatório de arritmia cardíacas – UNIFESP

Masculino, 47anos referindo sensação de mal estar precordial de duração de segundos principalmente aos esforços.

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Descrição do ECG (áudio):  clique no ícone abaixo para ouvir a explicação

Laudo final:

–  Ritmo de fibrilação atrial com alta resposta ventricular e alterações difusas da repolarização ventricular com reversão espontânea para o ritmo sinusal no DII longo.

Taquicardia sinusal: o que significa, como identificar, quando e como tratar!

por Dr. Felipe Augusto de Oliveira Souza

PodCast (Clique para ouvir):

Esse post traz algumas informações sobre  taquicardia sinusal

– Definição

– Aspectos fisiopatólogicos e etiologia

– Taquicardia sinusal inapropriada

– Síndrome da taquicardia ortostática postural

-Tratamento geral e específico