ECG 26

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Quais as alterações encontradas neste eletrocardiograma? Laudo: – Ritmo sinoventricular (FC= 100bpm) – Complexos QRS alargados com morfologia de ramo esquerdo – Ondas T apiculadas em formato de tenda Todas estas alterações sugerem o Hipercalemia como distúrbio hidroeletrolítico secundário. Comentários … Continuar lendo

ECG 25

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Quais as alterações encontradas neste eletrocardiograma? Laudo: – Ritmo sinusal – Bloqueio átrio-ventricular do primeiro grau – Bloqueio completo do ramo direito – Alterações secundárias da repolarização ventricular Comentários: Iniciamos a análise do traçado buscando a análise do ritmo. No ECG … Continuar lendo

ECG 16

Este ECG (DII longo) pertence a um cachorro da raça boxer com história de dispnéia progressiva.

Quais as alterações marcadas neste traçado ? Dê o seu diagnóstico! Elas podem ser encontradas em humanos.

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Laudo final:

-Ritmo sinusal com bloqueio intermitente do fascículo de Bachmann (bloqueio intra-atrial)

Comentários:

Dr. Felipe Augusto O. Souza

Neste traçado de DII longo observamos ondas P sinusais intercaladas por ondas P de morfologia bifásica de duração prolongada as custas da porção terminal mais negativa (asteriscos – figura acima)

O cachorro apresentava quadro de dispnéia progressiva que motivou a consulta com o veterinário. Foi visto  no ecocardiograma transtorácico deste cão uma massa provavelmente de etiologia neoplásica (não realizado necrópsia) que fazia compressão pelo seu relativo volume no interior do átrio direito. Vide mais informações no artigo original

Isto tudo seria explicado da seguinte maneira: O átrio direito foi ativado normalmente (dando o componente positivo da onda P em II, III, e aVF), mas o impulso elétrico não alcança o átrio esquerdo pelo fascículo de Bachmann, devido ao bloqueio intermitente (figura abaixo) secundário a compressão da massa neoplásica sobre ele. Para que haja a despolarização do àtrio esquerdo, o estímulo proveniente para esta despolarização se dá de forma retrógrada (direção caudal-cranial) pela existência de feixes de condução internodal existentes nas proximidades do nó atrioventricular, produzindo o componente negativa da onda P, como se vê no traçado eletrocardiográfico.

Os critérios diagnóstico eletrocardiográficos para o bloqueio do fascículo de Bachmann : ondas P com morfologia plus-minnus (bifásica) com porção terminal desviada para cima e para esquerda, aumento da duração da onda P > 120ms na ausência de sobrecarga atrial esquerda.

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ECG 13

ECG de paciente de 74 anos, assintomática. Qual a origem destas extrassístoles ?

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Visualize abaixo a explicação do ECG em formato de video-aula.

Laudo final:

– Bradicardia sinusal (FC=42bpm) / Condução AV normal / Extrassístoles monomórficas bigeminadas com morfologia de via de saída de ventriculo direito ( provavelmente próximo ao  septo intraventricular).

 

ECG 12

ECG deste paciente atendido em nosso ambulatório de arritmia cardíacas – UNIFESP

Masculino, 47anos referindo sensação de mal estar precordial de duração de segundos principalmente aos esforços.

Clique no ECG para ampliar a imagem

Descrição do ECG (áudio):  clique no ícone abaixo para ouvir a explicação

Laudo final:

–  Ritmo de fibrilação atrial com alta resposta ventricular e alterações difusas da repolarização ventricular com reversão espontânea para o ritmo sinusal no DII longo.

ECG 07

Paciente de 16 anos, natural de são paulo. O mesmo sem antecedentes pessoais e familiares de doença cardiovascular. Realizou um eletrocardiograma pré-operatório para realização de uma cirurgia otorrinolaringológica.

ECG a seguir (clique para ampliar):

Laudo final:

– Arritmia sinusal fásica / Pré-excitação ventricular via acessória de localização póstero-septal direita (Wolff Parkinson White)

Assista o video comentado do ECG 07:

ECG e hipercalemia: principais alterações eletrocardiográficas

Revisado por Felipe Augusto de Oliveira Souza

A hipercalemia é uma condicão clínica observada em diversas patologias (rabdomiólise, grandes traumas, insuficiência renal aguda ou crônica, uso de inibidores dos receptores da  aldosterona, uso de IECA, entre outras) definida por níveis de potássio sérico > 5,5 mEq/L (conforme valor de referência -VR)

São incomuns os achados eletrocardiográficos associados a hipercalemia com niveis de potássio entre 5,5 – 6,5 mEq/L. Na maioria das vezes é necessário níveis maiores que 6,5 mEq/L para que tenhamos alterações secundárias no ECG.

A primeira alteração eletrocardiográfica no ECG de um paciente com hipercalemia é a onda T apiculada (vide figura abaixo).

Derivações do planto horizontal mostrando ondas T apiculadas e com base estreita - vide setas

Com a progressão da hipercalemia poderemos observar também outras alterações como:

– Prolongamento do intervalo PR com níveis variados de bloqueios àtrio-ventriculares (BAV de primeiro, segundo e terceiro grau)

– Alargamento do QRS com uma variedade de distúrbios da condução (incluindo bloqueio de ramo direito, bloqueio do ramo esquerdo, bloqueio bifascicular)

– A onda P pode desaparecer como resultado da contratilidade atrial ausente, no entanto, a atividade nó sinusal pode persistir sem resultar na ativação atrial.

– Finalmente, o QRS se alarga mais, devido a um atraso na  grave condução ventricular e pode se tornar “onda senoidal” (vide figura abaixo)

ECG mostrando QRS largo, aberrante com aspecto senoidal sugestivo de hipercalemia

– Em casos mais avançados o paciente pode evoluir para fibrilação ventricular, atividade elétrica sem pulso (AESP) ou assistolia.

A progressão e severidade das mudanças eletrocardiográficas as vezes não se correlacionam  muito bem com a concentração sérica de potássio.