ECG 19

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ECG realizado em uma paciente de 49 anos com queixa de dispnéia progressiva aos mínimos esforços. Está em tratamento para neoplasia pulmonar (adenocarcinoma). Dê o seu diagnóstico! Comentários Neste traçado podemos observar nitidamente no DII longo o fenômeno de alternância … Continuar lendo

ECG 15

Paciente de 21 anos com história de asma desde a infância. Assintomático do ponto de vista cardiovascular

Qual o diagnóstico desse eletrocardiograma?

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Laudo final

– Ritmo sinusal com intervalo PR curto e sinais de pré excitação ventricular (provável via acessória de localização lateral esquerda)

Detalhes do ECG no vídeo abaixo

ECG 14

Criança de 2 meses de idade, com síndrome de Down, acianótica, evoluindo com insuficiência cardíaca congestiva

ECG  comentado pela Dra. Maria Suely Diógenes – Médica do serviço de Cardiologia Pediátrica – Cardiologia UNIFESP

Laudo final:

  • Ritmo sinusal, FC= 150 bpm: taquicardia sinusal fisiológica da idade.
  • Situs atrial solitus, pois a onda P é positiva em D1 e aVF e, negativa em aVR.
  • Sobrecarga atrial direita evidenciada por ondas P de morfologia apiculada e com aumento da amplitude (2,5 a 3 mm) nas derivações D2 e V1.
  • Eixo elétrico do complexo QRS entre -60º e -90º , caracterizando o bloqueio da divisão ântero-superior do ramo esquerdo (BDAS).
  • Sobrecarga biventricular com predomínio do ventrículo direito devido à presença de onda R ampla e onda T positiva na derivação V1 após o primeiro mês de vida. A sobrecarga ventricular direita é evidenciada pelo aumento da amplitude das ondas R nas derivações precordiais direitas (V1 e V2) com relação R\S maior que 1. O aumento do ventrículo esquerdo é evidenciado pela relação R\S maior que 1 nas derivações precordiais esquerdas (V5 e V6) na presença de sobrecarga direita cuja tendência, na ausência de sobrecarga esquerda, seria ter relação R\S menor que 1 nas precordiais esquerdas .

Comentários do ECG

O diagnóstico é DEFEITO DO SEPTO ATRIOVENTRICULAR TOTAL. Trata-se de cardiopatia congênita acianótica de hiperfluxo pulmonar, malformação cardíaca típica de crianças com síndrome de Down. É um defeito do coxin endocárdico embrionário que, na sua forma total, resulta em valva atrioventricular única e grande “shunt” esquerdo-direito com grande hiperfluxo pulmonar, sobrecarga volumétrica das câmaras cardíacas esquerdas e direitas, insuficiência cardíaca congestiva no final do período neonatal e hipertensão pulmonar precoce. O sinal eletrocardiográfico que orienta o diagnóstico é o BDAS, que está presente em aproximadamente 98% dos casos.

ECG 13

ECG de paciente de 74 anos, assintomática. Qual a origem destas extrassístoles ?

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Visualize abaixo a explicação do ECG em formato de video-aula.

Laudo final:

– Bradicardia sinusal (FC=42bpm) / Condução AV normal / Extrassístoles monomórficas bigeminadas com morfologia de via de saída de ventriculo direito ( provavelmente próximo ao  septo intraventricular).

 

ECG 12

ECG deste paciente atendido em nosso ambulatório de arritmia cardíacas – UNIFESP

Masculino, 47anos referindo sensação de mal estar precordial de duração de segundos principalmente aos esforços.

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Descrição do ECG (áudio):  clique no ícone abaixo para ouvir a explicação

Laudo final:

–  Ritmo de fibrilação atrial com alta resposta ventricular e alterações difusas da repolarização ventricular com reversão espontânea para o ritmo sinusal no DII longo.

Taquicardia sinusal: o que significa, como identificar, quando e como tratar!

por Dr. Felipe Augusto de Oliveira Souza

PodCast (Clique para ouvir):

Esse post traz algumas informações sobre  taquicardia sinusal

– Definição

– Aspectos fisiopatólogicos e etiologia

– Taquicardia sinusal inapropriada

– Síndrome da taquicardia ortostática postural

-Tratamento geral e específico

ECG 10

Este ECG é proveniente de um paciente de 30 anos com história de dor torácica de início há 2 dias. Sem comorbidades prévias. ECG a seguir:

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Laudo final:

Descrição do ECG (áudio):  clique no ícone abaixo para ouvir a explicação

FC=120bpm / Eixo QRS: -10º /QTc normal

Taquicardia sinusal / Supradesnivelamento difuso do segmento ST sugestivo de pericardite aguda (fase I)

O ECG NA PERICARDITE AGUDA

Estágio 1 (fase precoce): elevação difusa do segmento ST (no máximo 5 mm e com concavidade para cima ou normal) com infrades- nivelamento do segmento PR em todas derivações, exceto em aVR (supradesnivelamento do PR).

Estágio 2 (dias): normalização do segmento ST e do PR com achatamento da onda T.
Estágio 3 (dias): inversão gradual da onda T, apresentando-se negativa.

Estágio 4 (dias a semanas): normalização de todo o ECG, ondas T voltando à polaridade positiva.

Atenção: não há formação de ondas Q como ocorre após a fase aguda do infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnivela- mento do segmento ST (Figura 2).

Na pericardite, não há ondas T hiperagudas como na fase inicial do IAM.

ECG 08

Paciente de 70 anos, assintomático com epidemiologia positiva para doença de Chagas, realizou este ECG na unidade básica de saúde. ECG abaixo

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ECG comentado (áudio): Clique no link abaixo para ouvir as explicações

Laudo final:

FC = 75bpm  /  eixo cardíaco: 0 graus / QRS= 150ms / intervalo PR: não se aplica

  • Ritmo de Flutter atrial típico com condução AV 4:1 (anti-horário ou istmo cavo tricuspideo dependente) / Bloqueio completo do ramo direito

Figura: Representação esquemática do circuito anatômico do flutter atrial anti-horário dependente do istmo-cavo-tricuspideo.

Artefatos no eletrocardiograma produzidos por corrente alternada

escrito por Felipe Augusto de Oliveira Souza

Dentre os mais diversos tipos de artefatos encontrados no eletrocardiograma encontramos um bem comum na prática diária. Os artefatos no ECG produzidos pela corrente alternada apresentam um aspecto de “reforço enegrecido” na linha de base do ECG dificultando muitas vezes a análise do ritmo cardíaco.

Artefatos de corrente elétrica alternada - 50Hz ou 60Hz

Essa alteração é causada principalmente pela interferência da rede elétrica de corrente alternada com frequência de 50Hz (corresponde a 220V) ou 60Hz (corresponde a 110V) devido a falta ou mal funcionamento do sistema de fitros do aparelho de eletrocardiograma.

Causas e soluções para este problema:

Causa: Fios elétricos  nas paredes, teto ou piso.
Solução: Mova a mesa de exame longe das paredes.

Causa: Presença de outros equipamentos elétricos na sala.                           Soluções: Desligue qualquer equipamento que possa interferir com o sinal de ECG: Camas Elétricas ;Luminárias cirúrgicas e lâmpadas fluorescentes

Causa: Aterramento inadequado do aparelho de ECG.
Soluções: 1: Verifique se a tomada que está ligado o aparelho de ECG é adequadamente aterrada. 2: Grave o  ECG na bateria (desligado da fonte de energia)

ECG 06

Paciente de 6 anos de idade, sexo feminino

Pregresso: Ao nascimento: recem-nascido termo, parto normal, alta com 1 dia de vida; A mãe refere cianose desde os primeiros dias de vida. Aos 2 meses, teve o diagnóstico de cardiopatia cianogênica, sendo submetida a atriosseptostomia por balão.

Atual: Referenciada ao PS de Pediatria com o  diagnóstico de pneumonia (até o momento, sem acompanhamento).

ECG da criança aos 6 anos de idade -atual- (clique na imagem para ampliar)

Dra. Ana Carolina Tineli Bianchini

Laudo: Ritmo sinusal, situs solitus atrial, FC = 100, sobrecarga atrial direta (onda P com amplitude aumentada), condução atrioventricular preservada (PR=0,08), SÂQRS -180º (desvio para direta), onda R pura em V1, demonstrando sobrecarga ventricular direita importante, sugerindo VD sistêmico.

Comentários

Quando se avalia um caso de cardiopatia congênita, é importante atentar-se para o fato de que os seguimentos cardíacos podem estar mal-posicionados. Ao analisar o eletrocardiograma é possível, através do marcador elétrico do átrio direito (nó sinusal) estimar as posições atrais; assim, quando depararmos com um eletrocardiograma que apresente ondas P positivas em DI e negativas em aVF, podemos caracterizar que há situs solitus atrial.

Estamos diante do caso de uma criança de 6 anos com diagnóstico tardio de cardiopatia congênita cianogênica, submetida apenas a procedimento paliativo nos primeiros meses de vida e que evoluiu com importante sobrecarga de câmaras direitas.

A grande sobrecarga ventricular direita, que sugere a presença de ventrículo direito sistêmico,  deve nos guiar para os seguintes diagnósticos: tetralogia de Fallot, dupla via de saída de ventrículo direito associado a estenose pulmonar e por último, a transposição de grandes artérias. Tais seriam as condições que levariam a importante sobrecarga ventricular direita com possibilidade de sobrevida sem correção cirúrgica até o presente momento.

A dica do caso está no fato de a criança ter sido submetida a atrosseptostomia por balão. Considerando que o procedimento tenha sido bem indicado, das hipóteses levantadas a única que se beneficiaria do mesmo é a transposição de grandes artérias; tal procedimento permite a mistura adequada do sangue venoso e arterial o que permite que criança seja submetida a correção cirúrgica, seja ela fisiológica ou anatômica, em melhor condições clínicas.

É importante destacar que esse é um caso de transposição de grandes artérias que sobreviveu até idade escolar sem correção cirúrgica. Sabe-se que a sobrevida, sem qualquer procedimento intervencionista no primeiro mês de vida é 65% e no primeiro ano é de 90%.

A transposição de grandes artérias é a cardiopatia congênita cianogênica que incide em 1:3500-5000 nascidos vivos e sua característica principal é a concordância átrio-ventricular e a discordância ventrículo-arterial. Pode estar associada a outras lesões, como a comunicação interventricular, estenose pulmonar ou coarctação de aorta; no entanto, o quadro dito como clássico não apresenta lesões associadas.

As correções inicialmente propostas para a doença eram conhecidas como correção fisiológica (cirurgia de Sennig, cirurgia de Mustard), uma vez que permitiam através da realização de swtich atrial o restabelecimento da circulação em série. A partir dos anos 80, foi proposta a cirurgia de Jatene, em que é realizado o switch arterial, permitindo a circulação “normal”, que é preconizada para ser realizada ainda no período neonatal e tem menor morbi-mortalidade, principalmente no que se refere a arritmias. Vide figuras abaixo:

Cirurgia de Jatene
                                             Cirurgia de Sennig
Cirurgia de Mustard