ECG 18

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Assista o vídeo abaixo sobre a explicação e o laudo deste eletrocardiograma:

Ritmo atrial baixo (FC=40bpm) / Condução AV normal / Intervalo QT prolongado

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O ELETROCARDIOGRAMA DA HIPOTERMIA

Revisado por Leandro Cordeiro Portela e Felipe Augusto de Oliveira Souza

Hipotermia é a diminuição da temperatura corporal abaixo de 35°C. Pode ser leve (32 a 35°C), moderada (27 a 32°C), grave (20 a 27°C) ou profunda (< 20°C).

1. A hipotermia diminui a velocidade de condução do estímulo cardíaco, aumentando, assim, os intervalos RR, PR, QRS e QT.

2. As alterações eletrocardiográficas iniciam-se com temperaturas < 35°C.

3. Presença de onda J de Osborne: elevação do ponto J apresentando um “entalhe” no QRS (vide figura).

• quanto maior o entalhe ou a elevação do ponto J, mais acentuada a hipotermia < 30°C.

• mais evidente nas precordiais (V2-V5)

  1. Bradicardia sinusal ou juncional podem estar presentes
  2. O artefato de tremor no ECG é comum e pode ser fator de confusão para diagnóstico de arritmias ventriculares, como fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV).
  3. Fibrilação atrial (FA) de baixa resposta ventricular e arritmias ventriculares (FV/TV) podem se apresentar em temperaturas abaixo de 32°C.
  4. Parada cardíaca em assistolia nos casos graves.

ECG 15

Paciente de 21 anos com história de asma desde a infância. Assintomático do ponto de vista cardiovascular

Qual o diagnóstico desse eletrocardiograma?

Clique na imagem para ampliar

Laudo final

– Ritmo sinusal com intervalo PR curto e sinais de pré excitação ventricular (provável via acessória de localização lateral esquerda)

Detalhes do ECG no vídeo abaixo

ECG 12

ECG deste paciente atendido em nosso ambulatório de arritmia cardíacas – UNIFESP

Masculino, 47anos referindo sensação de mal estar precordial de duração de segundos principalmente aos esforços.

Clique no ECG para ampliar a imagem

Descrição do ECG (áudio):  clique no ícone abaixo para ouvir a explicação

Laudo final:

–  Ritmo de fibrilação atrial com alta resposta ventricular e alterações difusas da repolarização ventricular com reversão espontânea para o ritmo sinusal no DII longo.

Taquicardia sinusal: o que significa, como identificar, quando e como tratar!

por Dr. Felipe Augusto de Oliveira Souza

PodCast (Clique para ouvir):

Esse post traz algumas informações sobre  taquicardia sinusal

– Definição

– Aspectos fisiopatólogicos e etiologia

– Taquicardia sinusal inapropriada

– Síndrome da taquicardia ortostática postural

-Tratamento geral e específico

ECG 09

Paciente de 19 anos realizou ECG ambulatorial, assintomática do ponto de vista cardiovascular e sem antecedentes. ECG a seguir

Clique na imagem para ampliar.

Laudo final:

FC= 60 bpm / eixo QRS: 90°

– Ritmo sinusal passando para ritmo de escape atrial baixo no DII longo / restante do exame sem outras anormalidades

Descrição do ECG (áudio):  clique no ícone abaixo para ouvir a explicação

ECG 05

Paciente, 25 anos realiza ECG admissional na empresa de medicina do trabalho.

Antecedentes Familiares: pai falecido de morte súbita aos 50 anos

exame físico sem anormalidades

ECG a seguir (clique na imagem para ampliar):

Dr. Gabriel P. Targueta

Laudo:

– Ritmo sinusal/ Cabos invertidos (Braço  direito com Braço esquerdo)

Este eletrocardiograma nos chama a atenção por um problema freqüente e nem sempre levado em consideração durante a interpretação dos exames.

Ele foi realizado em paciente previamente hígido, como exame admissional. Observamos frequência cardíaca de aproximadamente 75bpm, com ritmo sinusal, intervalo P-R normal, qRs estreito e repolarização normal. No entanto, na análise do eixo do complexo qRs, notamos um desvio de eixo para a direita, prontamente observado pela inversão da polaridade habitual das derivações DI e aVR.

A principal hipótese nesse caso é a inversão dos eletrodos posicionados em braço direito e esquerdo. Falhas na técnica correta podem levar a padrões eletrocardiográficos aparentemente patológicos em pacientes saudáveis ou mascarar alterações importantes em cardiopatas, como fica bem ilustrado nesse ECG.

O diagnóstico diferencial que não deve ser esquecido é a dextrocardia. Na dextrocardia, entretanto, os complexos QRS nas derivações precordiais possuem polaridade negativa e com amplitude progressivamente menor no sentido V1-V6, sem aparecimento e aumento característico da onda R, refletindo a captura de atividade elétrica a partir do hemitórax direito.

A tabela abaixo traz as conseqüências observadas quando eletrodos do plano frontal são trocados (BD – braço direito / BE – braço esquerdo / PD – perna direita / PE – perna esquerda):

  InversãoBD-BE InversãoBD-PD InversãoBE-PE
DI Invertido DIII invertido DII
DII DIII “Assistolia” DI
DIII DII  Normal Invertido
aVR aVF Igual a aVF Normal
aVL aVR Normal aVF
aVF Normal Igual a aVR aVL