PARTE 1- ECG CURSO: QUESTÕES COMENTADAS SOBRE ELETROCARDIOGRAMA 01 a 05

Aprenda eletrocardiografia com as questões comentadas sobre o tema nesta vídeo aula.

Questões comentadas 01 a 05 do curso intensivo de eletrocardiograma – ECG CURSO

Este material é destinado aos alunos que realizaram os cursos de eletrocardiograma intensivo – presencial e online.

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Vídeo aula de eletrocardiograma baseada em casos clínicos

Video aula ministrada pelo Dr. Márcio Gianotto, médico cardiologista especialista em Arritmia e Eletrofisiologia invasiva.
Esta vídeo aula aborda os principais aspectos do eletrocardiograma baseados em casos clínicos.

Vale a pena conferir !

Cerca de 1 hora de aula para você leitor do ecgepm.com! Adicione o seu e-mail em nossa lista e receba os nossos posts atualizados !

Assista em alta resolução – HD

ECG 17

ECG traçado de D2 longo de uma paciente de 23 anos com síndrome alcoólica fetal. Foi submetida à correção de Defeito do Septo Atrial forma Parcial (CIA tipo Ostium primum) e troca de valva mitral aos 13 anos, evoluindo com estenose de prótese mitral de grau
importante. Atendida no PS com este ECG:

Clique na figura para ampliar:

Laudo:

Ritmo de taquicardia atrial com condução àtrio-ventricular variável.

Comentários:

O leitor ao analisar o eletrocardiograma pode ter interpretar este ritmo como fibrilação atrial o que não estaria tão errado pelo fato do traçado em DII longo apresentar o padrão de RR irregular. Entrentanto, neste ritmo com intervalos RR irregular alguns períodos são notados uma certa regularidade do ciclo principalmente no final do traçado. Entretanto, nota-se atividade atrial maior que ventricular as vezes 2 ondas P para cada complexos QRS e as ondas P encontram-se dentro dos complexos QRS e do segmento ST. O motivo dos intervalos RR serem irregulares está ligada ao fato do nó atrio-ventricular apresentar a propriedade decremental, filtrando alguns estímulos provenientes dos átrios “deixando passar” aos ventrículos depende da refratariedade do nó AV. A taquicardia atrial é comum em pacientes com cardiopatias congênitas corrigidas ou não.

ECG 16

Este ECG (DII longo) pertence a um cachorro da raça boxer com história de dispnéia progressiva.

Quais as alterações marcadas neste traçado ? Dê o seu diagnóstico! Elas podem ser encontradas em humanos.

Clique na imagem para ampliar

Laudo final:

-Ritmo sinusal com bloqueio intermitente do fascículo de Bachmann (bloqueio intra-atrial)

Comentários:

Dr. Felipe Augusto O. Souza

Neste traçado de DII longo observamos ondas P sinusais intercaladas por ondas P de morfologia bifásica de duração prolongada as custas da porção terminal mais negativa (asteriscos – figura acima)

O cachorro apresentava quadro de dispnéia progressiva que motivou a consulta com o veterinário. Foi visto  no ecocardiograma transtorácico deste cão uma massa provavelmente de etiologia neoplásica (não realizado necrópsia) que fazia compressão pelo seu relativo volume no interior do átrio direito. Vide mais informações no artigo original

Isto tudo seria explicado da seguinte maneira: O átrio direito foi ativado normalmente (dando o componente positivo da onda P em II, III, e aVF), mas o impulso elétrico não alcança o átrio esquerdo pelo fascículo de Bachmann, devido ao bloqueio intermitente (figura abaixo) secundário a compressão da massa neoplásica sobre ele. Para que haja a despolarização do àtrio esquerdo, o estímulo proveniente para esta despolarização se dá de forma retrógrada (direção caudal-cranial) pela existência de feixes de condução internodal existentes nas proximidades do nó atrioventricular, produzindo o componente negativa da onda P, como se vê no traçado eletrocardiográfico.

Os critérios diagnóstico eletrocardiográficos para o bloqueio do fascículo de Bachmann : ondas P com morfologia plus-minnus (bifásica) com porção terminal desviada para cima e para esquerda, aumento da duração da onda P > 120ms na ausência de sobrecarga atrial esquerda.

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O ELETROCARDIOGRAMA DA HIPOTERMIA

Revisado por Leandro Cordeiro Portela e Felipe Augusto de Oliveira Souza

Hipotermia é a diminuição da temperatura corporal abaixo de 35°C. Pode ser leve (32 a 35°C), moderada (27 a 32°C), grave (20 a 27°C) ou profunda (< 20°C).

1. A hipotermia diminui a velocidade de condução do estímulo cardíaco, aumentando, assim, os intervalos RR, PR, QRS e QT.

2. As alterações eletrocardiográficas iniciam-se com temperaturas < 35°C.

3. Presença de onda J de Osborne: elevação do ponto J apresentando um “entalhe” no QRS (vide figura).

• quanto maior o entalhe ou a elevação do ponto J, mais acentuada a hipotermia < 30°C.

• mais evidente nas precordiais (V2-V5)

  1. Bradicardia sinusal ou juncional podem estar presentes
  2. O artefato de tremor no ECG é comum e pode ser fator de confusão para diagnóstico de arritmias ventriculares, como fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV).
  3. Fibrilação atrial (FA) de baixa resposta ventricular e arritmias ventriculares (FV/TV) podem se apresentar em temperaturas abaixo de 32°C.
  4. Parada cardíaca em assistolia nos casos graves.

ECG CURSO: CURSO PRESENCIAL E INTENSIVO DE ECG EM 1 DIA!

        CURSO DE ELETROCARDIOGRAMA PRESENCIAL E INTENSIVO

– APRENDA OS PRINCIPAIS FUNDAMENTOS DO ECG NA PRÁTICA

– ENSINAREMOS COMO LAUDAR UM ELETROCARDIOGRAMA

– IDENTIFICAR AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES NO ECG DE SUPERFÍCIE

– COMO ANALISAR UM ECG NO PRONTO SOCORRO

– UM CURSO DE DURAÇÃO DE 1 DIA INTENSIVO

– DESENVOLVIDO PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE, MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA

– ABORDAGEM EM ARRITMIAS NO PRONTO SOCORRO

Conteúdo programático do Curso       

1- Apresentação do curso e cronograma

2- A interpretação do ECG normal

3- Exercícios – 20 ECGs para laudar

4- Bloqueios de ramo

5- Exercícios – 20 ECGs para laudar

6- Bradiarritmias e Bloqueios átrio-ventriculares

7- Exercícios – 20 ECGs para laudar

8- Taquiarritmias

9- Exercícios – 20 ECGs para laudar

10- O ECG pediatrico

11- Exercícios – 20 ECGs para laudar

12- ECG miscelânea

13- Exercícios – 20 ECGs para laudar

14- Marcapasso artificial

15- Exercícios – 20 ECGs para laudar

Curso ministrado por Dr. Felipe A. O. Souza e convidados

Médico com Especialização em Clínica Médica e Cardiologia

Autor e Editor do Guia de Eletrocardiografia da UNIFESP-EPM

DIA: 02/06/2012 – SÁBADO

HORARIO: 08:00 – 18hs

LOCAL: CBBW – Auditórios na Paulista
Av. Paulista, nº 1776 – 2ºandar
Cerqueira César – São Paulo – SP

Inscrições abertas !   Vagas Limitadas !

(CLIQUE AQUI)

ECG 15

Paciente de 21 anos com história de asma desde a infância. Assintomático do ponto de vista cardiovascular

Qual o diagnóstico desse eletrocardiograma?

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Laudo final

– Ritmo sinusal com intervalo PR curto e sinais de pré excitação ventricular (provável via acessória de localização lateral esquerda)

Detalhes do ECG no vídeo abaixo

ECG 14

Criança de 2 meses de idade, com síndrome de Down, acianótica, evoluindo com insuficiência cardíaca congestiva

ECG  comentado pela Dra. Maria Suely Diógenes – Médica do serviço de Cardiologia Pediátrica – Cardiologia UNIFESP

Laudo final:

  • Ritmo sinusal, FC= 150 bpm: taquicardia sinusal fisiológica da idade.
  • Situs atrial solitus, pois a onda P é positiva em D1 e aVF e, negativa em aVR.
  • Sobrecarga atrial direita evidenciada por ondas P de morfologia apiculada e com aumento da amplitude (2,5 a 3 mm) nas derivações D2 e V1.
  • Eixo elétrico do complexo QRS entre -60º e -90º , caracterizando o bloqueio da divisão ântero-superior do ramo esquerdo (BDAS).
  • Sobrecarga biventricular com predomínio do ventrículo direito devido à presença de onda R ampla e onda T positiva na derivação V1 após o primeiro mês de vida. A sobrecarga ventricular direita é evidenciada pelo aumento da amplitude das ondas R nas derivações precordiais direitas (V1 e V2) com relação R\S maior que 1. O aumento do ventrículo esquerdo é evidenciado pela relação R\S maior que 1 nas derivações precordiais esquerdas (V5 e V6) na presença de sobrecarga direita cuja tendência, na ausência de sobrecarga esquerda, seria ter relação R\S menor que 1 nas precordiais esquerdas .

Comentários do ECG

O diagnóstico é DEFEITO DO SEPTO ATRIOVENTRICULAR TOTAL. Trata-se de cardiopatia congênita acianótica de hiperfluxo pulmonar, malformação cardíaca típica de crianças com síndrome de Down. É um defeito do coxin endocárdico embrionário que, na sua forma total, resulta em valva atrioventricular única e grande “shunt” esquerdo-direito com grande hiperfluxo pulmonar, sobrecarga volumétrica das câmaras cardíacas esquerdas e direitas, insuficiência cardíaca congestiva no final do período neonatal e hipertensão pulmonar precoce. O sinal eletrocardiográfico que orienta o diagnóstico é o BDAS, que está presente em aproximadamente 98% dos casos.

ECG 13

ECG de paciente de 74 anos, assintomática. Qual a origem destas extrassístoles ?

Clique na imagem para ampliá-la

Visualize abaixo a explicação do ECG em formato de video-aula.

Laudo final:

– Bradicardia sinusal (FC=42bpm) / Condução AV normal / Extrassístoles monomórficas bigeminadas com morfologia de via de saída de ventriculo direito ( provavelmente próximo ao  septo intraventricular).